quinta-feira, 30 de julho de 2015

Presentinho: Chegou o 1º Capitulo ...

Boa tarde galera, tudo bem??

Então como o próprio titulo diz um presentinho da querida Francine Locks para vocês... o 1º Capítulo de Reviver.
Espero que gostem e não deixem de passar em nosso site e ver as nossas novidades e promoções.

Excelente quinta
Bye...



Capitulo Um

 

 

A

 Água estava tão quente e gostosa, que se eu não tivesse uma pilha de projetos para revisar, com toda a certeza do mundo, ficaria aqui até amanhã.

     Amarrei meus cabelos loiros em um coque, deixei cair alguns fios encaracolados, espalhei meus sais de banho com essência, de morango e champagne, por toda a banheira e peguei minha taça de vinho. 

Ainda tinha algum tempo, ainda era cedo...

     Estiquei o braço e peguei minha taça de Chardonnay Luca, safra 2011, que estava sobre o suporte ao lado da banheira, tomei dois goles e a coloquei de volta no lugar. Queria ficar aqui para sempre, queria ficar aqui para sempre – repetia, como se fosse fazer alguma diferença, como se fosse fazer minha enorme pilha de arquivos simplesmente desaparecer do mapa.

     O telefone tocou, me fazendo estremecer com o susto.

– Droga! – Gritei, quando molhei meu cabelo ao escorregar na banheira.

     O telefone tocou pela segunda vez. Enrolei – me na toalha e corri.

– Onde você está? Onde você está!? – Eu falava em voz alta, pois nunca sabia onde deixava o telefone – Encontrei! Oi, Kate! – Falei após olhar no identificador de chamadas. – Estava estranhando não ter me ligado essa semana.

– Ah, Sara! Como é bom ouvir sua voz. Como você está?

     A voz de Kate era doce, meiga, e ao mesmo tempo, intimidadora. Embora no momento, estivesse um pouco enrolada. Escutar a voz dela, sempre me fazia lembrar o tempo em que eu era feliz, e estava sempre sorrindo.

– Como vai minha arquiteta?

– Ah! Você sabe Kate, a empresa está com inúmeras arquitetas e isso acaba se tornando uma grande batalha de “Quem Mostra Mais Serviço”. – falei com voz de desdém.

– Sei exatamente do que você está falando. – disse Kate com a voz falhando, como se estivesse engolindo alguma coisa.

– Deixe – me adivinhar – eu disse com tom de sarcasmo –, você está tomando uma taça de vinho e projetando.

– Na verdade, estou na terceira taça, não estou mais em condições de exercer minhas habilidades profissionais.

     Eu quase conseguia visualizar o sorriso estampado no rosto dela, do outro lado da linha.

– Algumas coisas nunca mudam não é, Senhorita Ousada Buffon. – Disse me referindo as taças de vinho que ela ingeriu.

– Como se eu não soubesse que você também está sob o efeito do álcool,  Sara.

     Sua capacidade de conhecer todos os meus tipos de tons era, absolutamente, assustador. Eu nunca conseguiria esconder algo dela.

– Bom Sara. – ela prosseguiu – É muito bom trocar indiretas, mas preciso muito ser direta com você.

– Estou ouvindo.

– Nessas últimas semanas, senti sua falta... Você anda muito distante, Sara. Há mais de duas semanas que não me liga. De qualquer forma, queria te fazer uma proposta.

– Bom... Kate. Vou deixar bem claro que me prostituir sempre foi uma opção para você, não para mim.

     Ouvi sua gargalhada do outro lado da linha.

– Cale essa maldita boca, Sara! Deixe – me terminar.

– Ok.

– Vou abrir um escritório.

     Fiquei em transe. No fundo, eu sabia onde essa história iria acabar.

– É sério, Sara! Estou muito preocupada com você, já se passou mais de um ano. Você precisa superar.

     Fiquei completamente muda, e ela prosseguiu:

– Faz algum tempo que estou planejando. Eu não quero continuar seguindo ordens, você sabe que nunca gostei de ser mandada, também sei que você está sendo pressionada  no trabalho e...

–Não! – Respondi sem deixar que ela completasse a frase.

–Sara! Definitivamente não aceito não como resposta.

– Kate já faz anos que trabalho naquela empresa. Embora esteja uma droga ultimamente, tenho certeza, de que é só uma fase. Eles irão me escolher, sou ótima no que faço.

– Eu sei Sara, quanto a isso não me resta nenhuma dúvida. Mas você está sozinha nessa cidade e anda muito triste depois que seus pais viajaram. Quero que você reconsidere minha proposta, e me ligue amanhã.

– Tudo bem.

– Espero que sim. Aluguei a sala e estou à sua espera.

Como assim você já alugou a porcaria da sala!?

Ligo para você amanhã, Kate. – e desliguei.

     Kate era assustadoramente imprevisível.

     Embora  eu ame a possibilidade de mudar de vida, não acho que seria uma boa ideia ter que conhecer pessoas novas. A verdade é que não sou boa com isso, e nem sei se estou pronta para... Achei bom ligar para minha mãe, afinal, ela sempre sabia o que me dizer. Depois de cinco toques, ela atendeu.

– Oi, querida! Que bom que ligou! Aconteceu alguma coisa?

– Por que a pergunta, mãe? Eu sempre ligo para a Senhora.

– Não nesse horário.

– Aiii! Desculpe mãe! Esqueci o fuso horário.

– Tudo bem querida, pode falar.  Fale – me o que a está incomodando, Sarinha.

      O tom de voz passou de empolgado para preocupado,  acho que vou estar com cinquenta anos e ainda vou ser chamada de Sarinha.

– Kate me ligou. Ela propôs que trabalhássemos juntas e que eu me mudasse para Florianópolis, mas não sei o que fazer.

– Que ótimo! Você tem que fazer o que o seu coração mandar. Não pense na vida que tem em Curitiba, pense no que está por vir. Você sabe o que fazer Sara, só não tem coragem, então sugiro que faça.

– Sim, mãe. Estou pensando ainda, mas precisava ouvir a sua opinião, apesar de já saber o que a Senhora diria. Estou com saudade de vocês.

– Também estamos com saudade, minha querida. Seu pai está mandando um beijo.

– Diga a ele que mandei outro, e que amo muito vocês.

– Também amamos você, Sara.

– Tchau, mamãe. – Desligamos e durante certo tempo, fiquei feito uma estátua com o telefone na mão.

     Em pé no meio da sala, eu ainda estava enrolada na toalha, meu coque ainda estava feito, embora estivesse todo entranhado. A proposta de Kate, os conselhos da minha mãe, não saía da minha mente. Balancei a cabeça na intenção de me livrar desses pensamentos, joguei o telefone em um canto qualquer, aliás, esse era o motivo de nunca encontrá – lo. Voltei para o banheiro e esvaziei a banheira, a minha ideia de ficar de molho foi, literalmente pelo cano, só me restava trabalhar.

     O motivo, de tanto projeto acumulado, era que tive alguns problemas de saúde e precisei sair mais cedo durante alguns dias, o resultado, estava em cima da mesa no meu escritório.

     Era quinta – feira o que significava que o dia seguinte, seria longo... Ao pensar nisso, me vesti com a roupa mais larga que encontrei, a noite também seria longa...

     No dia em que cheguei aqui, o cômodo era apenas um quarto de hóspedes, mas para que eu precisaria de um maldito quarto de hóspedes? Portanto, eu mesma desenhei o meu escritório e contratei um marceneiro. Ele realizou um trabalho primoroso, especialmente com as estantes que projetei.

Ah, minhas estantes... Havia várias para os meus livros, que para mim, eram absolutamente tudo de que precisava.

     Vivia nos livros mais que em qualquer outro lugar” – O oceano no fim no caminho, Livro de, Neil Gaiman. – sempre carregava esta citação comigo, ela fazia todo o sentido.    

     Analisei, previamente, todos os projetos antes de começar a desenhá – los, ainda eram oito e meia da noite, eu tinha tempo o bastante, e se, continuasse nesse ritmo, terminaria antes da meia noite. 

     No momento em que, finalmente, terminei de fazer os acabamentos do maior, mais demorado e terceiro, dos cinco projetos, simplesmente cliquei em “não salvar alterações”. Simples assim, não salvar a merda das alterações.

– Merda! Merda! – Gritei como se fosse resolver alguma coisa. – Era tudo de que eu precisava! Ser obrigada a ficar até mais tarde do que o planejado. Amanhã tenho que trabalhar ás oito e meu carro está no conserto. Está tudo correndo tão bem. Ironicamente falando, é claro.

     Era pouco mais de uma da manhã, quando terminei de refazer todo o trabalho que perdi. Estava completamente exausta, mas dessa vez, cliquei em salvar. Sempre aprendemos com os nossos erros, não é mesmo?  Guardei meu notebook na minha pasta junto com as papeladas, pois sabia que de manhã não haveria muito tempo para arrumar. Fui até a cozinha, preparei uma lasanha congelada e em menos de dez minutos já estava pronta e servida. Eu estava morta de fome, nem me lembrava da última refeição que havia feito.

     Depois do jantar, tentei filtrar todos os acontecimentos do meu dia... Pensei na proposta de Kate, e com toda a certeza, não estava pronta para uma nova vida.

     Às vezes, pensava no quanto era infeliz e queria mudar, viver, voltar a sorrir, queria ter alguém com quem pudesse compartilhar meu dia, alguém para dividir uma garrafa de vinho enquanto saboreávamos uma comida japonesa. Porém, no outro instante, minha opinião mudava completamente, eu começava a achar que estava tudo bem, sim, e pensava no quanto poderia ser pior...

•••

     O despertador tocou, me fazendo acordar de um sono profundo. Levantei e corri para o guarda – roupa, vesti uma blusa de seda, uma saia de risca giz e um blazer, que passei antes de ir dormir, pois sabia que iria me atrasar. Coloquei meus sapatos de salto, não tão altos quanto os outros, pois era sexta – feira e o dia na empresa seria bastante agitado, outro motivo, mas não menos importante, é que teria que andar dois quarteirões até a oficina para pegar meu carro.

     Comprei meu café no caminho e cheguei a tempo na empresa. As portas do elevador se abriram, e eu me vi refletida no espelho.

– Ai, Deus! – Gritei, e todos que estavam na fila olharam para mim.

     Esqueci completamente do meu cabelo! Ele estava em um coque, horrível, todo entranhado, as mechas onduladas que deixei propositalmente caídas, estavam completamente desfiadas e duras, pois havia molhado na banheira com sais de banho na noite passada.

– Como fui esquecer!

     O elevador subiu dezesseis andares, foi quando percebi que minha pasta não estava comigo...

– Minha pasta! – Me desesperei olhando em minha volta.

      Todos  direcionaram o olhar para mim e eu me senti corar. O elevador continuou a subir, permaneci nele, pois eu teria que descer.

     Passei no meu apartamento, procurei em todos os cômodos, em cada canto da casa, e nada da minha pasta. Fui á borracharia, também não estava lá. Uns minutos depois, meu telefone tocou.

– A... Alô. – Falei completamente desconcertada e gaguejando.

– Bom dia, Senhorita Miller?

– Sim, eu mesma.

– A Senhorita esqueceu sua pasta aqui, na Coffee Break.

Claro! Quando fui comprar café! Sorte que tinha meu telefone gravado no  chaveiro que estava na pasta. Um alívio tomou conta do meu corpo, me fazendo relaxar.

– Graças a Deus! Passarei aí em dez minutos. Muito obrigada! Você salvou minha vida!

– Não tem de que. – disse o rapaz rindo, provavelmente do meu exagero.

     Ahhh! Como é que pude ser tão desligada em relação as minhas responsabilidades de trabalho? Meu emprego estava praticamente dentro da bendita pasta.

     Quando cheguei de volta à empresa, eram nove e vinte, estava uma hora e vinte minutos atrasada, e isso, é algo muito ruim para quem está trabalhando em um ambiente de competição. Eu estava completamente desajeitada, havia até dispensado meu café, pois estava tão nervosa que não conseguiria tomá – lo.

     Para completar o meu dia, quando passei em frente à recepção, lá estava uma das arquitetas, que também estava nessa batalha de competitividade, Savana, ela era arrogante e desprezível, mas não podia ignorar o fato de ser uma das mulheres mais bonitas da empresa, que tinha todos os homens aos seus pés.

     Ela não conseguiu esconder o contentamento, em me ver completamente desleixada e muito atrasada, e pareceu ter se dado conta do quanto eu estava vulnerável a qualquer comentário, e é claro, ela não poderia perder a oportunidade.

– Bom dia, Senhorita Miller. O Senhor Vasconcelos fez uma reuniãozinha hoje ao abrirmos a empresa, ele sentiu sua falta.

O que? Como assim o Senhor Vasconcelos fez uma reunião, sem mencionar nada no dia anterior!

     Senhor Vasconcelos era o dono da empresa. Por que ele faria uma reunião sem comunicar ninguém? Talvez, porque ele quisesse verificar quem estava, ou não, na empresa, ou talvez, Savana estivesse sendo arrogante e pretensiosa. Meu dia estava uma merda e esse comentário não me abalaria em nada.

– Belo cabelo. Veio do salão, Senhorita Miller? – Perguntou ela me despertando dos meus pensamentos.

     Como ela conseguia ser tão arrogante? Durante todo o tempo em que trabalhei na empresa eu convivi com seus comentários, irritantes e ofensivos, mas hoje foi a gota d’água.

– Não, Savana, na verdade acabei de sair do motel com o seu namorado, aliás, esse é o motivo do meu atraso. Ops! – Coloquei a mão na boca. – Ele disse para não contar.

     Eu dei as costas para ela e prossegui andando, com um leve sorriso estampado no rosto, Savana ficou parada, com a boca aberta e a cara de tacho.

Alguma parte do meu dia tem que ser boa.

     Ao entrar na minha sala, me deparei com uma nova pilha de trabalho, andei em linha reta e comecei a lê – las, nelas continham os nomes de alguns funcionários da empresa e o prazo de entrega.

Espera aí, são... Projetos para revisão. Isso, com certeza, têm que ser feito por quem os criou!

 Algum problema, Senhorita Miller? – Perguntou Isaque Ryan. Nesse momento, percebi que ele estava o tempo todo sentado na poltrona, a minha espera.

– Claro... Que não.Disse embasbacada.

Quero todos os projetos revisados até às duas da tarde!

Com todo o respeito, posso saber o motivo, Senhor Ryan?

– Apenas me entregue no horário combinado.

– Ok.

      Ryan deu as costas e saiu da sala, me deixando com minhas obrigações.

Minha uma figa! Não era eu quem tinha que estar revisando isso!

Alguém bateu na porta.

– Entre! – Respondi não sendo nada simpática.

     Era Ian Cooper. Ele trabalhava comigo há um ano e sempre tivemos uma ótima relação, desde que ele começou a trabalhar na empresa. Estudamos na mesma faculdade, mas quando comecei a namorar, nos afastamos.

     Nosso “reencontro” foi na empresa. Nós saímos algumas vezes, para almoçar, jantar e beber. Foi o suficiente para haver boatos de que tínhamos algo além da amizade, todos adoravam falar mais do que realmente sabiam,  porque na verdade eu não me envolvia com ninguém há muito, muito tempo, e honestamente, não me sentia pronta para um relacionamento.

– Que merda está acontecendo por aqui? – Perguntou Ian olhando para os lados se certificando de que Ryan não estava por perto. – O que ele estava fazendo aqui?

– Bom dia, para você também, Ian. Não sei ao certo o que está acontecendo, mas ele deixou uma pilha de projetos dos outros arquitetos para eu revisar, e ficou sentado na poltrona, esperando para ver a minha reação.

– Ele fez uma reunião hoje cedo e mencionou os nomes dos funcionários que trabalham há mais tempo na empresa. O seu foi mencionado... Mas você não estava e quando ele perguntou o porquê, Savana não hesitou em dizer que você havia perdido sua pasta com todos os projetos e que parecia estar de ressaca.

– O que? Como ela sabia da pasta e como ela teve a audácia de...

É claro! Ela estava no elevador quando eu gritei apavorada que havia esquecido a pasta.

Cretina insolente!

     As portas se abriram, Ryan apareceu novamente.

– Estou atrapalhando alguma coisa, Senhor Cooper?

– Absolutamente não, Senhor Ryan... Eu já estava de saída.

     As portas se fecharam. Ian e Ryan desapareceram de minha vista.

Será que eu vou ter algum minuto de paz hoje?

     Será que o motivo de eu ter recebido tantos projetos para revisar, é porque Ryan passou a lista de funcionários para Senhor Vasconcelos, que mencionou meu nome como alguém exemplar, ou algo do tipo, e Savana o interrompeu e o envergonhou?

É claro! Só pode ser por isso! Ryan está puto, porque  provavelmente o Senhor Vasconcelos deve ter dado uma bela bronca nele, e tudo por culpa da Savana, que adora me ferrar!

      Organizei as minhas coisas na mesa, liguei meu Notebook para checar meus e - mails, e só depois, comecei a revisar os projetos. A minha sorte é que amo meu trabalho, poderia ter uma fila infinita de projetos a fazer, que eu seria incapaz de reclamar. Afinal, foi por esse motivo que estudei tanto, que cursei cinco anos de faculdade, e que estou aqui agora.

     Meu celular tocou, em algum lugar da sala. Era uma mensagem, Kate.

Como está sendo seu dia? Pensou no assunto?

Meu Deus, Kate!

     Será que você não tem uma hora pior para me mandar uma mensagem? Eu não tive tempo nem de pensar em algo que tenho certeza, imagine pensar em uma remota possibilidade de largar tudo, simplesmente largar tudo. Peguei meu celular e respondi a mensagem.

 

Meu dia? Você ficaria surpresa, se soubesse como está sendo a porcaria do meu dia. E não... Não pensei ainda.

     Voltei imediatamente para as minhas funções, e em menos de um minuto, estava envolvida novamente no trabalho. Quando decidi olhar no relógio, eram onze horas, eu estava adiantada, mas ainda tinha muita coisa pela frente.   Faltava uma hora para a minha assistente chegar.

Como ela fazia falta, como ela fazia falta.

     Cristina cursava faculdade e fazia estágio a tarde, ela era uma pessoa maravilhosa e de fácil convivência, não sei como seria não tê – la por aqui, ela se parece muito comigo quando eu estava na faculdade.

     Meu celular tocou. Olhei na tela para verificar o nome, Kate. Ela demorou uma eternidade para responder, porém eu agradeci por isso.

                

                 Isso é bom ou ruim? ENTÃO PENSE! Está esperando o quê?

   

 Eu a respondi na mesma hora.

 

Ruim! E suas MAIÚSCULAS BERRANTES não me intimidam.

Ruim? Acredito que o motivo seja o trabalho e é só mais um motivo para você aceitar a minha proposta L

Até mais, Senhorita Buffon, e deixe – me trabalhar, ligo para você depois do trabalho, e essa carinha triste não vai me fazer mudar de ideia J

Sempre fugindo... Me ligaaaaaa mais tarde.

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