terça-feira, 14 de julho de 2015

Presentinho da autora

Boa tarde leitores, tudo bem???

Pra comemorar o retorno do blog a fofíssima Erika Alves deixou o 1º Capitulo do livro Obscuro Coração pra ser postado aqui pra vocês. Olha só que bacana!

CAPÍTULO. - 01 – REENCONTRO.

Alexia

O maldito despertador soou bem próximo ao meu ouvido, fazendo-me despertar sobressaltada. Droga! Acordar cedo em plena segunda-feira é um martírio. Principalmente após uma noite completamente exaustiva como a de ontem. Estou dolorida. Sinto todos os meus músculos protestarem ao me espreguiçar.

Levantei-me ainda sonolenta, admirando o fato de minha mãe não ter adentrado meu quarto. Realmente estranho, pois retornei para casa às três horas da madrugada pela primeira vez em meus dezessete anos.

Caminhei descalça até meu closet e comecei a separar peças de roupa. Ao pegar uma calcinha, minhas lembranças foram em direção a certo homem loiro, dono dos os olhos azuis mais penetrantes e frios que já vi.

Ao sair escondido de casa, após uma discussão com meus pais que viviam a me cobrar por minha escolha de curso errada, segundo eles. E dentre outras coisas, não imaginei que pudesse ter a experiência mais louca e mais deliciosa de minha curta vida.

Encostei-me ao batente do closet, perdida em sensações. Desde a sua sorrateira e insistente aproximação na pista de dança, e a sua poderosa e ardente sedução na cama. Que não tive forças para resisti-lo.

Na verdade nem tentei. Ele havia sido meu bote salva-vidas em meio ao caos que devastava meu interior. Apesar de ter sido rude externamente rude, prático e frio. Na cama ele foi quente! Arrebatador!

Não que tivesse experiência para comparar, mas não precisei da mesma. Pois era mais que evidente que o estranho é perito na arte da sedução. Senti minha feminilidade arder ao constatar que ainda o desejo, com a mesma intensidade da noite anterior. Por Deus! Eu não deveria sentir nada. Ele foi um estúpido quando nos despedimos!

Fora o fato de não ter se importado nem um pouco, em ter me violado tão fortemente e sem interrupções. Sem nenhum tipo de proteção também. Parecia mais que estava possuído. Seu arrebatamento foi algo lindo de ser presenciado, mas também intimidador. E me deixou completamente a mercê de suas vontades, de seus caprichos.

Ora! Vamos lá, Alex! Você, não está sendo de toda justa. Ele não havia me forçado a nada, não é? Acusou minha consciência, Sim! É verdade! Porém foi persuasivo demais! E além do mais, como eu poderia resistir à voz rouca gemendo obscenidades, próxima a meu ouvido enquanto seu membro duro e grosso adentrava meu corpo, rítmica e deliciosamente?

Céus! Sou humana e tenho limites de resistência. Mesmo com dor, senti um prazer indescritível nos braços daquele rude. Sua boca máscula deixara-me louca ao beijar de forma íntima e persistente minha vagina ainda virgem. Meu rosto queima de vergonha e excitação só de lembrar-me das coisas sem nexos que pronunciei nos momentos de entrega. De puro êxtase.

Meus seios enrijeceram-se no mesmo instante em que minhas memórias me remeteram a gloriosa sensação da língua ao acariciar as auréolas sensíveis. Da constante e intensa carícia da mesma em minhas dobras.

– Alexia! Vai se atrasar!

A voz de alarme de minha mãe assustou-me, fazendo com que a lingerie caísse de minhas mãos. Droga! Com a respiração acelerada e o coração aos saltos, respondi elevando a voz:

– Já estou de pé, mãe!

Santo Deus! Quando ela deixaria de me tratar como uma garotinha? Pensei apanhando a roupa e jogando-a no sexto de roupa suja já em meu box. Esse tratamento sem sentido está me enervando há muito tempo. Tudo bem que sou jovem, e que ainda preciso do apoio dos meus pais. Mas eles deveriam confiar mais em mim. E agindo como eu agi ontem, eles não confiariam em mim nunca! Mesmo agindo errado, eu não consigo me arrepender.

Proibiam-me de tudo! Mesmo eu nunca os desobedecendo, eles me privaram de sair com minhas amigas. Era sem cabimento algum eu ainda morar com eles quando a universidade me disponibilizava moradia.

Foi essa marcação serrada que me fez tomar a atitude de ontem à noite. A atitude de sair escondido para uma casa noturna. Beber e de me entregar a um estranho. Sem compromisso. Sem amor. Pensei ao ligar a ducha: Não sei nem como seria caso minha mãe descobrisse, que não era mais, segundo ela: “pura”.

Seria uma tortura ouvir suas acusações. Seu discurso de moral e bons costumes. Papai não é diferente, mas quem iria com toda certeza me intimidar é mamãe. Mas meu segredo está guardado. Ninguém saberia sobre minha nova condição. Charlote não conta, já que minha mãe não gosta de minha melhor amiga. Com isso em mente, terminei meu banho e tratei de me apressar. Ou perderia o primeiro horário.

❧❣❧

A aula de programação está tediosa. A voz esganiçada do professor Kinney está me dando sono. O questionário, juntamente com o gabarito está na minha carteira, mas minha mente não os registrava. Está longe. Está com um loiro arrogante.

– Quero saber como você vai responder as questões desse gabarito, com essa distração.

A voz de Charlote foi processada de forma lenta em meu cérebro. Apoiando meu rosto com a mão direita e meu cotovelo no braço da carteira, respondi de forma vazia:

– Não estou com cabeça para os questionários surpresas desse professor frustrado.

–Uau! Alex está “revolts”?! O que houve para a boa moça estar dispersa? – exclamou irônica.

–Se eu contar, você não vai acreditar. – respondi sem emoção. Mas cheia de significados.

–Tente. - insistiu curiosa.

– Senhoritas Miller e McCord. Devo supor que pela conversa de ambas, já terminaram de responder ao meu questionário. - disse de forma cínica o professor.

Fuzilei a morena ao meu lado. Culpando-a pela bronca.

– Não irão me responder, senhoritas?

–É... Ainda não respondemos, professor. Mas estávamos justamente trocando conhecimento. – respondeu a cara de pau da Charlote.

– Não sabia que o questionário é de dupla, senhorita McCord. – retrucou o senhor Kinney.

– Pois é! Alex estava me alertando sobre isso!

– Então, como sua amiga tem razão faça o seu sem atrapalhar minha aula senhorita.

– Sim senhor! – disse a morena prontamente.

E assim que o professor nos deu as costas, sussurrou:

– Na saída você não me escapa!

Sua curiosidade me deixou apreensiva. Tentei não pensar nela, e tratei de responder ao bendito questionário.

❧❣❧

– Garota do céu! Eu preciso saber de todos os detalhes! Conta tudo!

Assim que nos livramos da aula, Charlote me encheu de perguntas. Caminhamos para o pátio, do lado de fora da universidade. Em direção já à saída.

– Curiosa! Ontem fugi de casa. Estava precisando me distrair. – disse meio vaga.

– Seus pais ainda estão no seu pé, pelo curso, né? – sua pergunta é uma afirmativa.

– Sim. – disse apenas.

– Eles deveriam estar orgulhosos de você, Alex. Afinal é ótima aluna! – constatou um fato que eu também concordava, mas sou voto vencido.

– Eles não pensam assim. E você já sabe disto.

– Se sei! Sua mãe me detesta! Ela diz que sou má influência para filhinha ingênua dela. – disse achando graça.

– Nesse caso, eu tenho que concordar, você não vale nada! – repliquei rindo.

– Oh! Quanta calúnia! – disse se fingindo de vítima.

– Sei. – respondi rindo mais.

– Mas me conta! Porque até agora eu não acredito que você... Bem, que você transou com um desconhecido! Logo você! – retrucou incrédula.

– É... Eu também não acredito. Mas é verdade. A dor que estou sentindo nas pernas e “lá”, lembram-me que é verdade! Quando me banhei também, pois ainda sangrei um pouco.

– Ele foi tão mau assim com você? – perguntou preocupada.

– Não! Quer dizer... Sim, mas sabe aquele mau, que você gosta?

– Não! – respondeu se fingindo de desentendida. Ela não me engana.

– Sabe sim! Ele tem pegada. – falei olhando para o lado. Fugindo dos olhos inquisidores e curiosos de minha amiga.

– Oh! – exclamou surpresa, por me ouvir falar assim.

– É... Eu acho que você o conhece.

– Sério? Fala logo! Estou em cólicas! – pediu.

– Ontem eu não o reconheci, mas... Ao chegar à sala recordei-me de onde tinha visto aqueles frios olhos azuis. Lembra-se do palestrante que o reitor Hammond convidou para falar sobre programação e desenvolvimento de software de segurança?

– Sim! Lógico! O cara é o maior gato! – respondeu sonhadora.

–Foi... Foi ele. – disse sentindo meu rosto arder.

– O QUÊ? –gritou.

– Não grita! - pedi morta de vergonha pelo assunto e pela atenção que ela havia despertado em poucos alunos, que ainda permaneciam no local.

– Uau! Você tem bom gosto! Com certeza adoraria ter um flashback com esse deus grego! – exclamou, mas sem gritar dessa vez.

– Hum... Mas não vai rolar. Entende? Foi algo de momento. Ele... Foi muito frio. Evasivo. Grosso. Disse que iria me ligar, mas nem pegou meu número! Tenho certeza que nunca mais voltarei a vê-lo.

-Que idiota!

Estávamos discutindo minha situação, quando do nada um Land Rover preto bloqueou nossa passagem. E o vidro escuro do carro reluzente foi abaixado expondo a cabeça loira do homem que o guia. Meus olhos foram diretos para os olhos do motorista.

A mesma expressão fria está nos olhos azuis. Eles me fitam com intensidade e insolência. Ele parece zangado. Meu coração disparou. Meu rosto queimou e minhas mãos suaram. Droga! Porque eu não podia reagir normalmente diante desse homem? - Pensei tensa, com a inspeção que os olhos impessoais faziam em meu corpo.

– Parece que você vai vê-lo, sim.

Respondeu Charlote, hipnotizada pelo nosso assunto de antes, materializado a nossa frente. Então a voz rouca e autoritária disse:

– Entre no carro Alexia. Precisamos conversar.

O que será que ele ainda quer comigo?- pensei em pânico e excitada.
 ❧❣❧
 
 
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